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Description


Um dia você vai encontrar alguém que te lembre todos os dias que a vida é feita para ser vivida. Alguém que é perfeito de tão imperfeito. Alguém que não desista de você por mais que você tente afastá-lo. Naquele dia que você não estiver procurando por ninguém. Naquele dia que você não ia sair de casa e acabou colocando a primeira roupa que viu pela frente. Quando você não estiver procurando, você vai achar aquela pessoa que faz você sentir que poderia para de procurar.


Tava um dia lindo, um céu lindo, um Sol lindo, e eu só conseguia sentir o vento gelado no rosto. Tava lembrando de você, e do tanto de amor desperdiçado. Tava lembrando o quanto era estranho, conseguir te amar mais que tudo, sendo nada pra você. É estranho pensar que o amor consegue ser tão puro e sincero, que o amor consegue se manter sozinho por tanto tempo. Você era o motivo do meu choro, mas m…esmo chorando, eu preferia te ter por perto. Pensava que longe, choraria ainda mais. E chorei. Chorei muito. Dói amar alguém que não te ama, e dói ainda mais deixar alguém que a gente ama. Mas hoje, olhando pra esse céu maravilhoso, consigo ver as nuvens passando, mostrando que a Terra gira, que o tempo passa, e quem te faz sofrer também passa. O Sol tá brilhando, em época de chuva, tá um dia lindo pra recomeçar.
Teca Florencio.

| Postado em 26/05/2012 às 11:52pm com 0 notes.. | | Reblog!

Um salve para Renato Russo, que já se perguntava “Que país é esse” antes de ver a merda que o país iria virar.

| Postado em 26/05/2012 às 8:26pm com 22751 notes.. via|source | Reblog!

PRECISO SUMIR POR UM TEMPO, PRECISO DE UM TEMPO SÓ PRA MIM.

| Postado em 24/05/2012 às 9:02pm com 406 notes.. via|source | Reblog!

| Postado em 23/05/2012 às 9:12pm com 9064 notes.. via|source | Reblog!

| Postado em 23/05/2012 às 9:09pm com 29658 notes.. via|source | Reblog!

Eu estava quase dormindo ainda, quando minha mãe me ligou e me pediu para ir almoçar com ela, naqueles almoços em família ou sei lá – coisas que eu odeio. Todo mundo só quer saber de fofocar sobre mim e sobre minhas novas namoradas, se já estou noivo ou trabalhando. É tão difícil entender que eu sou um legítimo inútil? Nunca amei alguém, nunca fiz uma faculdade e nunca levei uma garota para almoçar no dia seguinte. Uma cela confortável por esses crimes, por favor – sou humano. Não é ridículo assim ser cafajeste, digo, eu só nunca achei a garota ideal – não que eu tenha procurado uma, mas não canso de dizer a mim mesmo que ainda vou estar conversando com ela, e aí vou perceber “ques olhos lindos”, e “que cabelo maravilhoso”. Tudo bem, talvez eu não fique assim tão gay, mas eu sei que vou saber. Minha mãe me pediu para passar em três lugares antes. Primeiro, no supermercado comprar algumas coisas para o almoço. Segundo, na casa da amiga da minha sobrinha de nove anos, para leva-la. E terceiro, no médico, pegar um exame que ela fez semana retrasada. Fiquei com medo, porque ninguém me avisara sobre esse exame. Eu sou sempre o último a saber de tudo mesmo, não é como se fosse novidade, mas, e se fosse algo sério? É da minha mãe que estamos falando aqui. Eu não estava nada com clima de conversar com alguém, e justo aí, quando eu estou no supermercado, uma garota loirinha, com os olhos castanhos meio esverdeados, um pouco baixinha, com um andar meio desajeitado e digitando no celular enquanto conduzia o carrinho com apenas uma Nutella, do tamanho “enorme”, um Doritos, do maior, também, três latinhas de Coca-Cola e uma canequinha com bolinhas coloridas estampadas, tromba em mim enquanto passa. Eu estava bem lendo a embalagem do azeite, porque tinha que ser do extra virgem, era o único que minha mãe usava desde… sempre. Ela passou meio correndo, não sei exatamente se me viu ali, mas o carrinho dela bateu em mim e eu xinguei um palavrão. Não exatamente pela dor, o carrinho estava bem leve, mas pelo susto, e é claro, falta de educação de quem quer que tenha sido. Aí eu me virei, e eu não sei exatamente como aconteceu… Ela me olhou, também. A gente não disse nada, só ficamos nos olhando por uns quarenta ou cinquenta segundos – sei que foi muito tempo. Depois daquilo já parecer bem constrangedor, ela disse “Sinto muito, eu sou meio distraída. Me desculpe, mesmo.”, e a voz dela era tão apressada, que engolia algumas letras, talvez até palavras. Ela falava meio histericamente, e depois, ela sorriu de leve, como se me quisesse ver sorrindo também para aliviar a culpa. Eu sorri. “Oi”, foi tudo o que eu consegui dizer, e até hoje eu me lembro disso e fico pensando como devo ter parecido idiota. Aí eu completei “Meu nome é Gabriel, e ah… Sem problemas.”, e ela sorriu de novo. “Legal…”. Depois de uns vinte segundos da gente se encarando outra vez, ela olhou para o azeite na minha mão e disse “Ah, eu acho que você tem alguns problemas em escolher azeites. Você não pode pegar o que tem isso escrito na embalagem, quer dizer que a qualidade não é tão boa. Espera, esse aqui é bem melhor. E eu reparei que está querendo o extra virgem, porque aqueles comuns estão logo ali. Você tem alergia, ou é só frescurinha mesmo?” Dessa vez ela falou mais devagar, com calma, e riu em seguida, em um tom de brincadeira, sem querer me ofender. Deu a volta pelo carrinho e pegou um vidrinho de azeite no fundo da prateleira, me dando e dizendo “Por nada.”, enquanto sorria sem parar. Um cara qualquer, que estivesse procurando alguém, uma namorada ou até ou futuro, teria investido naquela garota. Ela parecia tão esperta, era linda e muito simpática. Mas eu não sou um cara qualquer, então respondi “Não é pra mim. É para a minha mãe.”, e ela pareceu surpresa. Eu não queria muito papo, não sei direito por que, mas eu só a deixei ir. No meio daquele supermercado enorme, ela desapareceu entre as fileiras de frios, enquanto eu ia direto ao caixa. Depois que eu estava já indo embora, pensei que nem ao menos perguntei o nome dela, e voltei. Não sei por que, também, mas voltei. Queria ver de novo aqueles olhos enormes e fascinantes, e perguntar o motivo de algumas olheiras. Queria perguntar se ela conhecia azeites, e se tinha um namorado. Não tem exatamente um motivo, mas dei uma volta inteira no supermercado até encontrar ela. Estava digitando outra vez, e guardou logo o celular a me ver. “Então… Oi, Gabriel.”, e ela riu. Ah… Que risada era aquela? Eu poderia casar com aquela garota só para ouvir a risada todos os dias, para sempre. Eu estava meio ofegante por ter corrido, e nem tinha mais um carrinho, estava claro que tinha voltado. Não sei se ficou claro que era por ela, mas eu não queria soar como idiota. “Hm, você nem me disse seu nome.” “Clara… Você parece cansado.” “Sério?”, e eu ri também. Aí a gente começou a se aproximar, e ela perguntou se eu estava correndo, se eu já tinha terminado as compras ou se tinha perdido meu carrinho. Eu estava contra a parede, porque me sentia um idiota agora. Por que exatamente eu tinha voltado? Nem eu sabia. “Você digita tanto…”. Sei que soou curioso e intrometido demais, mas ela sorriu quando eu disse isso. “Você pergunta tanto… E não responde nada.”, aí eu ri e disse que era justo. Ela foi bem direta, e perguntou se eu queria acompanha-la até o cinema um dia desses. Eu aceitei, e passei meu telefone para ela. Primeiro erro! Nunca dê seu telefone a uma garota, isso a deixa no controle, e com ela no controle, você só se ferra. Sempre. As coisas começaram a complicar depois de uns seis, sete dias. A ligação que nunca chegava. O que tinha de errado comigo? Ela percebera que eu era um idiota, sem nada de especial para lhe oferecer? Minha mãe estava bem, e eram só mais alguns exames de rotina, pelo que me disseram depois. Me preocupei atoa, e também atoa voltei por aquela garota. A questão é que agora eu pensava demais nela, como se a gente já tivesse tido alguma coisa. Como se a gente já tivesse sido namorado, melhor amigo e ainda aquele primo super legal que não te deixa em paz. Como se… fosse ela, a garota. Depois de umas quatro semanas, a ligação finalmente chegou. Ela estava chorando, e sussurrou um “Estranho do supermercado?”, e eu perguntei “Você tá bem, Clara?” “Você lembra o meu nome… Uau.” E aí ela sorriu, deu para senti-la sorrindo de onde quer que ela estivesse falando. Ela continuou: “Eu sei que prometi te ligar, e prometi um cinema, um jantar ou só um passeio por aí, uma corrida no parque… Eu sei, tá? Me desculpe, só estou te ligando agora, porque no meu celular o nome Estranho do supermercado me soou atraente, e aí eu me imaginei trocando mensagens estúpidas com você, beijando você, e te ensinando a escolher azeites. Quero você.” “Você lembra meu nome, pelo menos?” Eu me sentia meio ofendido, era como se ela estivesse meio bêbada, e eu não duvido que estava. “Lucas? Caio? Matheus? Ah… André, não é?” Legal, ela conhecera mais uma dúzia e sei lá quantos estranhos no supermercado. “Você tá bem?”, eu perguntei de novo; não sei por que, mas eu me sentia no dever de cuidar daquela garota. “Não. Absolutamente não. Não, não, não.” Ela xingou, e deu para ouvir um choro mais alto um pouco, um soluço forte. “Cansei de dizer que estou bem! Ninguém entente, ninguém nunca vai entender, estranho. Você pode entender uma coisa dessas?” “Sinceramente, não. Onde é que você está?”, eu perguntei disposto a ir até o outro lado do planeta, se preciso para vê-la outra vez. “Eu não sei. Eu estou aqui, em um bequinho pouco amigável, mas eu quero ficar sozinha. Sobre tudo que me contam sobre a morte àqueles que não são bons, eu diria que estou no inferno. Pode ser, essa dor que estou sentindo não é nada divino.” “Alguém bateu em você?” “Dor por dentro, estranho. Me sinto um lixo.” “Calma, me dá o endereço. Vou aí agora.”. Aí ela me passou a rua, e eu resolvi nem comentar que era atrás de um bar que eu fora uma vez. Coisa da pesada, não é lugar para pessoas do bem. Para garotas meigas, fofas e comportadas irem chorar por algum garoto. E é claro, eu sabia que era por algum garoto. Sempre é.
— Oi, estranho — ela disse deitada no chão, quando me viu chegar.
— Clara! — era tudo o que eu conseguia dizer. Nem parecia a mesma garota do supermercado, dessa vez ela estava com uma garrafa de tequila na mão, uma lâmina prata suja de vermelho no chão ao seu lado e sangue saindo e escorrendo de seus braços. Não consegui deixar de olhar.
— Ah, não se assuste. Iria me afogar em uma banheira, mas eu acho que deve ser ruim demais morrer afogado, não acha?
— Quando fez isso? Depois que falou comigo?
— Não, foi antes.
— Ah, Clara. Vem aqui. — eu a levantei, mas ao ver que ela parecia tão pouco disposta a andar, carreguei ela e a levei até meu carro. — Para onde eu posso te levar?
— Lugar nenhum. Tanto faz.
— Te assustaria te levar para a minha casa?
— Ah… Você vai se aproveitar de mim? Sem problema. Tanto faz, não posso me defender mesmo.
— Claro que não! Onde fica sua casa?
— A sua soa melhor.
A viagem era bem longa, mais de uma hora, e a rua estava bem movimentada — era sexta-feira em São Paulo. Então eu pensei que ela poderia dormir um pouco até lá, e a deitei no banco de trás. Chegando em casa, eu levei ela até a minha cama, a cobri com dois cobertores e troquei toalhas para o sangramento. Passei todos os remédios convenientes, e fiquei ali, sentado ao lado dela, olhando aquele rosto curiosamente perfeito, e desejando ouvir a risada dela outra vez. Não sei quando adormeci, mas sei que quando acordei, só havia um bilhete na cama, e estava escrito: “Eu me lembrei, Gabriel. Seu nome… Eu poderia colocar aqui toda a minha história, para te explicar por que estava naquele estado desprezível ontem à noite quando te liguei, mas você já deve saber: garota ingênua, garoto cafajeste; garota boba, garoto se aproveita; garota se apaixona, garoto vai embora; É sempre o mesmo clichê, acho que eu nunca aprendo mesmo. Você foi muito legal comigo, parece mesmo ser alguém que vale a pena, e por isso mesmo eu não quero estragar a sua vida comigo. Obrigada, viu? E caso ainda queira contato, meu número está no seu celular, mas eu não coloquei meu nome, então acho que você vai ter que pensar um pouco. Já seu número… eu apaguei do meu. Agora você está no controle, rsrs. Não vou esperar ligação nenhuma, mas se ela chegar, eu ficarei muito feliz, acredite. Você nunca mais vai me ver daquele jeito, é uma promessa. A estranha do supermercado.”. No mesmo instante, procurei meu celular, que estava no criado ao lado da cama, e procurei por “Estranha do supermercado”. Nada. “Clara”, também nada. “Garota do azeite” também não funcionou, assim como “Mulher da minha vida”, “Alma gêmea” ou “Linda do supermercado”. Nada, nada. Aí eu procurei entre todos os contatos, o que não foi uma tarefa fácil, admito, e achei na letra M: Merdas, problemas e tudo que pode te fuder. Quando eu estava indo ligar, ainda apareceu uma janelinha na tela: “Pense bem”. Uau, ela arquitetara um ótimo plano, nem eu sabia fazer isso no meu celular. Chamou, chamou, chamou. Cinco vezes, e então atendeu uma voz conhecida. Não a voz chorando, que me ligara na noite passada. Atendeu a voz daquela loirinha linda do supermercado. Atendeu uma voz que fala desesperadamente e come letras, talvez até palavras. Uma voz animada, feliz. Eu percebi então, que era assim que aquela voz tinha que permanecer. Era assim que eu queria ouvi-la pelo resto da minha vida, e principalmente, percebi que eu queria ouvi-la pelo resto da minha vida. Percebi que eu precisava daquela voz, daquela risada, e principalmente, daquela garota. Precisava cuidar dela. Atendeu, e perguntou “Estranho do supermercado?”.

| Postado em 20/05/2012 às 8:37pm com 392 notes.. via|source | Reblog!

Se os cachorros tivessem Tumblr

nescaunocabelo:

Aquele momento em que o meu dono me coloca comida

Quando um cachorro estranho aparece no portão de casa

Quando eu faço uma arte e meu dono vê

Reblog se você já correu atrás do seu rabo

Quando o meu dono chega de viagem

| Postado em 20/05/2012 às 5:49pm com 12412 notes.. via|source | Reblog!

| Postado em 19/05/2012 às 11:44pm com 52930 notes.. via|source | Reblog!

| Postado em 19/05/2012 às 11:38pm com 633 notes.. via|source | Reblog!

Disse pra mim. Nenhum pio. Não vou falar nada. Já que sou tão imprópria, inadequada, boba. Já que nunca basto e se tento me excedo. Já que não sei o que deveria ou exagero em querer saber o que não devo. Nunca entendo exatamente, nunca chego lá, nunca sou verdadeiramente aceita pela exigência propositalmente inalcançável. Meu riso incomoda. Meu choro mais ainda. Minha ajuda é pouca. Meu carinho é pena. Meu dengo é cobrança. Minha saudade é prisão. Minha preocupação chatice. Minha insegurança problema meu. Meu amor é demais. Minha agressividade insuportável. Meus elogios causam solidão. Minhas constatações boas matam o amor. As ruins matam o resto todo.
Tati Bernardi

| Postado em 17/05/2012 às 8:40pm com 0 notes.. | | Reblog!